Alagoinha sofre 47 tremores em menos de 24 horas
Moradores desta cidade do Agreste pernambucano passaram momentos de pânico entre a noite de segunda-feira e a madrugada de ontem, quando vários tremores de terra atingiram o município, distante 225 quilômetros do Recife. De acordo com técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foram 47 abalos em menos de 24 horas. O maior, às 20h30 da segunda-feira, foi de 3,2 graus na escala Richter. Moradores afirmam que o fenômeno provocou rachaduras nas casas.
A aflição da população do município começou na segunda-feira, quando foram registrados os primeiros abalos. De acordo com o mototaxista Edson Galindo Cordeiro, 42 anos, que mora no Centro, a terra começou a tremor às 18h45. “Aconteceram uns quatro tremores. Depois deu um muito forte. Minha esposa acordou chorando e me acordou. Ficamos até as quatro horas da manhã na rua”, contou.
Moradores da Rua das Angélicas, no Centro, contaram que os abalos abriram uma fenda em uma pedra que ocupa parte da via. “Todo mundo ficou com medo e saiu de casa”, afirmou o advogado Jamilson Duque Galindo, 24.
Em algumas localidades da zona rural, como no Sítio Carrapicho, a 18 quilômetros do Centro, moradores garantem que os abalos provocaram rachaduras nas casas. A agricultora Maria Jucineide do Nascimento, 26, disse que sentiu a terra tremer das 19h da segunda-feira até as 4h da madrugada de ontem e passou a noite sem dormir. “Senti o chão tremendo. E quando foi de manhã vimos as rachaduras. Umas apareceram e outras aumentaram", detalhou.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Alagoinha, Paulo da Silva Campos, o susto foi muito grande, mas ainda é cedo para afirmar que as rachaduras foram provocadas pelos abalos sísmicos. Segundo ele, apenas uma análise mais detalhada dos técnicos da UFRN, que chegaram à cidade ontem à noite, vai poder confirmar se os danos foram causados pelos abalos.
Ontem ele se reuniu com o prefeito e com o gerente de operações da Coordenadoria da Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), Leonardo Rodrigues, para fazer as primeiras análises. “Diante de tudo o que aconteceu no Haiti e no Chile a população fica ainda com mais medo. Por isso convidamos o técnico da universidade para fazer uma palestra e acalmar os moradores”, destacou o prefeito Maurílio de Almeida Silva. (Jornal do Commercio)
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