RESENHA SEMANAL (3) - Por Walter Jorge de Freitas
As chuvas voltaram a cair com grande intensidade nas regiões Agreste e Mata Sul do Estado e a população mais uma vez se viu em apuros, na tentativa de salvar os pertences que restaram e escapar com vida de mais uma avalanche de águas.
Felizmente, São Pedro fez valer o seu prestígio no seu dia, dando um basta no aguaceiro, para a alegria de todos. Pensem na ironia, nordestino pedindo pra não chover.
É grande a mobilização no sentido de enviar donativos para as pessoas atingidas pelas cheias. O recomeço é árduo e necessita de uma boa orientação dos órgãos governamentais. É preciso avaliar se é válido refazer tudo no mesmo lugar, como ocorreu em outras vezes para depois assistir impotente, tudo ir rio a baixo. Talvez fosse necessário um monitoramento dos rios menores, bem como dos açudes e se possível, construir barragens de contenção próximas às áreas de risco. Mas Isto é assunto para os órgãos encarregados da defesa civil.
No campo da política, a “grande novidade”: os tribunais começaram a desmoralizar o Projeto Ficha-Limpa. Dá até para usar aquela manjada frase: EU JÁ SABIA!
No dia 28 a Justiça decretou a cassação da prefeita Cleide Oliveira. Segundo dizem, ela poderá recorrer da decisão sem deixar o cargo até o julgamento do mérito.
Passadas as festas juninas que este ano não empolgaram, aguarda-se com certa ansiedade que a FUNDARPE divulgue a programação do Festival Pernambuco Nação Cultural, que segundo deu no JC caderno Agreste, acontecerá de 02 a 08 de agosto.
É o antigo Circuito do Frio com nova denominação, tendo a sua formatação baseada na cultura popular e local. Isto é o que esperamos.
Uma notícia boa para quem curte um chorinho: nos dias 30 e 31 deste mês, teremos aqui na cidade, o Circuito de Choro, com as participações de renomados grupos do gênero.
A Copa do Mundo chega à reta final. O samba e o tango foram desconvidados para a festa dos finalistas. Menos mal, pois já imaginaram a Argentina classificada e o Brasil fora.
No nosso modesto entendimento, faltou um líder à nossa seleção. Tinha chefia, mas nunca teve um líder dentro de campo, principalmente nos momentos de adversidades. Todos amarelaram, a começar de Dunga, que passou a dar socos em tudo o que encontrava pela frente, numa demonstração de total descontrole emocional. O time ficou sem comando.
Senti muita pena de Lúcio, este sim, foi um bravo, jogou por ele e pelos outros. Uns simplesmente não tinham futebol para mostrar, outros, por estarem sem forças.
Ainda bem que Argentina se encarregou de salvar o nosso final de semana, ao levar uma goleada da Alemanha. Maradona com suas caretas e entrevistas marcadas por gestos de puro estrelismo, não foi eficiente como treinador. O fracasso o persegue.
Sua seleção, embora cheia de craques, não tinha espírito coletivo. Isto foi revelado desde a fase eliminatória, que por sinal foi sofrível para os portenhos. Não se ganha campeonato apenas com nomes famosos e muito endeusados pela mídia.
Alemanha, Holanda, Uruguai e Espanha se sobressaíram sobre as demais concorrentes e continuam na disputa. Alemanha e Holanda são favoritas.
Os aprendizes de treinadores Dunga e Maradona precisam rever os seus conceitos, pois nem o sistema de isolamento imposto pelo brasileiro e muito menos a forma aberta e festiva como o gordinho que dirige a seleção argentina trabalhou, deram resultado.
Outro detalhe que deve servir de desculpas para o nosso fracasso: Dunga convocou alguns jogadores apenas para completar o plantel, pois não inspiravam a menor confiança. Ainda bem que ele já anunciou a sua saída. Que Deus o ouça, e os cartolas, também.
E como dizem os boleiros, agora, é levantar a cabeça e encarar a próxima.
As arbitragens continuam péssimas e influenciando em alguns resultados.
Pesqueira, 04 de julho de 2010.
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