RESENHA SEMANAL (4) - Por Walter Jorge de Freitas
Antes de começar a resenha propriamente dita, lembramos que nesses modestos textos o autor procura relatar os principais fatos ocorridos na semana anterior, com preferência – dentro do possível - sobre os acontecimentos locais.
Pela última vez, voltamos ao assunto Copa do Mundo de 2010, que apesar de não ter sido das melhores, fez justiça à seleção que procurou jogar um futebol limpo, sem cometer faltas e o que é mais importante: não jogou na retranca. Com mais um pouco de objetividade e de sorte, talvez tivesse conseguido escores mais dilatados. Fica o alerta aos retranqueiros: quem praticou o antifutebol, foi ficando para trás, inclusive a Holanda, que na partida final, tornou-se um time violento, pondo de lado aquele seu futebol dinâmico e coletivo.
Para muitos, a Copa de 2014 já começou. Sem querer ser do contra, mas sendo, acho um contra-senso, construírem estádios e até uma cidade, em um país onde as favelas proliferam sob as vistas dos governantes. São Paulo, Recife e Rio de Janeiro são exemplos bem claros do que afirmamos.
E depois da Copa, para que servirão esses monstrengos em forma de estádios e arenas? Quem realmente sairá ganhando com essas obras? Talvez nem aquele polvo que adivinhava tudo sobre os jogos, saiba dar a resposta.
As rodovias federais e estaduais - em sua maioria intransitáveis - também passarão por reformas antes de 2014? Caso contrário, iremos dar vexame, pois muitos turistas não viajam apenas para ver futebol, querem conhecer os locais próximos às cidades que servirão de sede.
Daqui para 2014, os problemas crônicos existentes na saúde pública, nas áreas de segurança e nos aeroportos estarão resolvidos? As cidades estarão mais limpas e sem a buraqueira que além de danificar os veículos, depõe contra os seus administradores?
Agora, o prato a ser digerido é, com licença da palavra, a política e com ela, as eleições. Não nos referimos à política como “a arte da direção, organização e administração de nações e Estados”. É querer demais. Estamos falando sobre a politicagem, a fuxicada, o toma lá, dá cá, etc. e tal, que fugindo dos seus reais objetivos e propósitos, transformaram a política em meio de ganhar a vida de maneira mais fácil, sem trabalhar, enganando as pessoas com promessas e muitas vezes com obras que em nada atendem aos reais anseios da população e o que é mais grave, por preços muito além do normal.
O pesqueirense não deve cair na conversa dessa turma que vem aqui em busca do seu voto, negocia com os intermediários e depois esquece o município. De quatro em quatro anos, tudo se repete como se fosse normal e Pesqueira, lamentavelmente, sempre ficando sem um representante na Assembléia para defender os seus interesses e lutar por obras e verbas para as melhorias de que tanto necessita.
Fala-se muito em candidato da terra. Mas este não é o único pré-requisito que devemos analisar. Não basta ser daqui, pois já tivemos representantes que pouco fizeram em defesa do município.
A propósito, sábado último, estivemos no encontro da colônia pesqueirense no Recife e constatamos que existem muitas pessoas, que mesmo não morando mais aqui, continuam ligadas nos reais problemas que nos afligem. Algumas chegam até a sugerir que seja promovido um debate ou seminário destituído de qualquer caráter político partidário a respeito da situação de marasmo e de incertezas que há anos tomou conta de Pesqueira.
Achamos excelente a idéia do debate aberto, só não sabemos se vai vingar. Mas fica o registro e o desejo de que apareça alguém que queira enfrentar a empreitada.
Pesqueira precisa acordar!
Pesqueira, 14 de julho de 2010.
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