Apesar de o calendário eleitoral já permitir aos candidatos fazer campanha nas ruas, parece que quase ninguém ainda se interessou em propagar o próprio nome, difundir as ideias e prometer o que não pode cumprir, se eleito for, claro.
A campanha, em todos os lugares, ainda está morna. Seria o friozinho do inverno nordestino? O que se diz é que nem o eleitor aguenta mais ouvir falsas promessas e nem os candidatos têm o dinheiro de que precisam para pipocar pagando propaganda e aos cabos eleitorais.
Mas quem sai ganhando mesmo com esse retardo de campanha de rua é o País, já que os políticos estão ficando cada vez mais desacreditados. Hoje, ninguém precisa mais se enganar: o eleitorado de opinião é muito pouco no País, sobretudo no Norte e no Nordeste. Nestas duas regiões, principalmente, o eleitor só vota se tiver algo em troca, de preferência um bom favor ou moeda corrente.
E assim será ainda por um bom tempo. Infelizmente! Até porque os próprios políticos há muito tempo dão o exemplo. Eles, em sua maioria, mostram que se locupletam quando ocupam cargos públicos. Veja quantos entram pobres na política e quantos saem ricos após dois, três mandatos. Raríssimos são os casos de políticos que entram com algum dinheiro ou ricos e saem com a cuia na mão. Quando isso acontece, o camarada ainda é taxado de burro e otário.
Afinal de contas, tudo isso ocorre porque vivemos no Brasil, um País que precisa de longos anos ainda para tomar um rumo da justiça social, da seriedade, da honestidade como princípio e não como qualidade de alguém. Fé em Deus que o Barsil chega lá. Mas lá onde, amigo? Aguardemos, pois.
Carlos Sinésio.
|