Seja Bem Vindo ao Blog do Jornalista Carlos Sinésio
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Destaques de Julho, 2010
CARTA DE LEITOR
Postado em 2010-07-30 15:55:59
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Um chorinho na Praça da Rosa - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-30 15:19:20
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Remédio contra veneno de surucucu está em árvore
Postado em 2010-07-29 16:25:01
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Carta de leitor
Postado em 2010-07-29 12:07:58
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Canetadas on Line - Por Jurandir Carmelo
Postado em 2010-07-29 11:08:37
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Circuito de choro começa por Pesqueira
Postado em 2010-07-29 09:55:50
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ANTÔNIO AVELINO - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-29 08:57:23
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São Bento realiza a sua 13ª Corrida da Galinha
Postado em 2010-07-28 20:23:11
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Coisas da Política - Por Sebastião Gomes Fernandes
Postado em 2010-07-27 16:26:31
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Rainha ou cachorra - Por Edmilton Torres
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Recadastramento das famílias do Bolsa Família
Postado em 2010-07-26 15:53:53
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Avós de Belo Jardim são homenageadas no seu dia
Postado em 2010-07-26 12:05:34
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Abandono inexplicável - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-26 09:10:39
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Um sonetinho para esta sexta-feira cinzenta
Postado em 2010-07-23 10:47:22
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25 de julho, Dia do Escritor - Por Sebastião G. Fernandes
Postado em 2010-07-22 09:43:33
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Missa para Bila será no Salesiano
Postado em 2010-07-22 09:40:25
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Candidato paulista inova e faz campanha 100% virtual
Postado em 2010-07-21 15:14:29
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Um chorinho nas alturas - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-21 09:15:57
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São Bento promove a 13ª Corrida da Galinha
Postado em 2010-07-16 14:24:54
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Algo a Dizer - Por Carlos Sinésio
Postado em 2010-07-16 14:04:35
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Exigência de diploma para jornalista é aprovada na Câmara
Postado em 2010-07-15 11:20:30
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Versão impressa do JB chega mesmo ao fim?
Postado em 2010-07-15 09:46:52
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Resenha semanal - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-15 09:20:00
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Pesqueira vai de Ana Arraes e Isaltino Nascimento, diz jornal
Postado em 2010-07-14 11:36:50
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Canetadas on Line - Por Jurandir Carmelo
Postado em 2010-07-13 11:15:03
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Canetadas on Line - Por Jurandir Carmelo
Postado em 2010-07-10 17:34:00
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Vinicius de Moraes - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-09 12:22:22
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Um sonetinho para esta quinta-feira
Postado em 2010-07-08 10:54:30
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Sem samba e sem tango - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-08 08:48:31
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Boa notícia: A Voz do Brasil pode ter horários variados
Postado em 2010-07-07 14:07:22
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Algo a Dizer - Por Carlos Sinésio
Postado em 2010-07-07 09:00:29
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Agulha em palheiro... - Por Chico Farias
Postado em 2010-07-07 08:25:08
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CARTA DE LEITOR
Postado em 2010-07-06 11:36:00
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Resenha semanal - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-06 09:14:05
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Programação oficial do Festival de Inverno de Garanhuns é divulgada
Postado em 2010-07-05 10:28:22
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Algo a Dizer - Por Carlos Sinésio
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Dentistas de Pesqueira voltam ao trabalho após um mês de greve
Postado em 2010-07-05 08:42:22
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OAB lança a campanha Vote Limpo
Postado em 2010-07-04 20:07:13
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CARTA DE LEITORA
Postado em 2010-07-02 12:03:46
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Crianças monores de 5 anos devem tomar vacina até esta sexta-feira
Postado em 2010-07-02 09:24:34
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Começa nesta sexta-feira a 11ª Fenearte
Postado em 2010-07-02 09:21:02
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Volume de água começa a diminuir nos rios de Pernambuco e Alagoas
Postado em 2010-07-01 15:15:07
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Governo seleciona voluntários para Operação Reconstrução
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Algo a Dizer - Por Carlos Sinésio
Postado em 2010-07-01 11:24:09
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Trânsito caótico - Por Walter Jorge de Freitas
Postado em 2010-07-01 08:31:16
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Canetadas on Line - Por Jurandir Carmelo
Postado em 2010-07-29 11:08:37

CANETADAS ON LINE - Por Jurandir Carmelo (*)

Cada pessoa tem seu estilo próprio. Com relação à morte de parentes, amigos e conhecidos, cada um reage a sua maneira, ou seja, exercita o seu próprio estilo, na forma de sentir a perda de um desses entes queridos. Sou daqueles que sofre bastante com a morte de um ente querido, qual seja ele.

Quando, normalmente nos referimos a um ente querido, de logo se tem a percepção de se tratar de uma pessoa da família, ou seja, um ente da relação sanguínea. Não é bem assim.

Aurélio nos ensina: “Ente > SM; 1. O que existe; coisa, objeto, SER. 2. PESSOA. 3. (...)” . Portanto, ente-querido pode ser qualquer SER ou PESSOA, já que estamos falando em uma perda por morte.

Tem sido muito duro tomar conhecimento de falecimentos de pessoas que são para mim, entes queridos. Queridos pela conquista da relação de uma convivência e amizade saudáveis. Nos últimos anos perdi vários desses amigos e amigas. Sobre cada um, em algum lugar escrevi alguma coisa, dizendo desse sentimento que me prende ao respeito e a saudade daqueles que de uma forma ou de outra tive uma convivência ou uma amizade.

Recentemente a dose tem sido muito forte para um coração de sessenta anos de idade. Suportar tudo isso, mais ainda quando entre essas perdas uma se dá em função da irresponsabilidade e da covardia de um tipo qualquer que se diz “cidadão”, quando, por total imprudência e negligência na direção de uma moto, atropela uma pessoa e não lhe presta socorro. Esse é tipo de comportamento que é reprovado por toda a sociedade. É o mais puro exercício da covardia, da desumanidade.

DONA INALDA NEVES

Esse caso se deu no dia 01 de junho de 2010, quando dona Inalda Batista Neves de Oliveira, aos 74 anos de idade, atravessava a Rua Cardeal Arcoverde (em frente a Igrejinha Nossa Senhora Mãe dos Homens), em pleno centro da cidade, após deixar uma neta sua na casa dos pais, foi violentamente atingida por uma moto, por certo em alta velocidade, sem que o seu condutor lhe prestasse socorro. Covarde...

Dona Inalda, viúva do nosso saudoso amigo Geraldo Neves de Oliveira e mãe de Cadinha, Paulinho, Flavinho e Marina, era exemplo de dignidade, verdade, simplicidade e lealdade.

Muito bem a denominou o confrade e amigo William Porto, em seu blog, em matéria postada no dia 03 de junho de 2010, sob o título: “A PARTIDA DA MÃE CORAGEM”. Essa frase já diz tudo “MÃE CORAGEM”.

Aliás, ninguém melhor do que William Porto para definir a grande mulher que era dona Inalda, pois foi seu vizinho por muitos anos e acompanhou o crescimento dos meninos e da menina. Viu de perto a luta dessa brava mulher, dessa mãe incansável, que foi Dona Inalda.

Com a partida de dona Inalda, Pesqueira perdeu um grande coração. Uma mulher valente, cujos pilares dessa “valentia” eram a sua fé em Deus, com a qual lutou diuturnamente para educar os filhos, mais tarde os netos.
Ainda hoje a cidade chora a sua morte e cobra das autoridades que esse crime não fique no rol dos esquecidos, dos impunes.

MÃEZINHA, DE DONA MARIETA E DE “SEU” SEVERO ROSA

No dia 07/06/2010, Deus a chamou. Foi o momento da partida de dona MARIA JOSÉ ROSA DA SILVA, ou simplesmente MÃEZINHA, ou MÃEZINHA DE ESTÊNIO – do saudoso Estanislau Ilostka Ventura Caraciolo, pais de Augusto, Sandra, Marieta Ana Paula e Estanislau (Junior), todos Rosa Caraciolo. Entre os seus filhos a minha convivência sempre foi mais próxima com Marieta e Augusto.

Tendo chegado aos 74 anos de idade Mãezinha, em nenhum momento, demonstrava ter vivido tantas primaveras. Era sempre saudável, sorriso aberto, alegre, cheia de vida. Mãezinha não tinha apenas um Grande Coração. Ela era um Grande Coração. A sua casa, desde os tempos de Estênio, parecia-nos não ter fechadura. Nunca encontrei a Casa de Mãezinha com o portão frontal fechado. Sempre de portas abertas, em sua casa recebia a todos de uma só maneira, com educação, elegância e sem qualquer discriminação. MÃZINHA não era um arremedo de mulher, foi em todos os instantes da sua vida uma GRANDE MULHER.

Na sua sala de jantar uma mesa redonda, sempre pronta para receber quem por ela passasse. Um café, um lanche, uma bebida. Muitas vezes à sua mesa me sentei, com Estênio ou com Mano - (meu amigo-irmão, filho de Fabiano, de boemias mil).

Entre uma cerveja e outra muita, uma dose de uísque ou uma lapada de cachaça, a conversa sempre girava em torno da família, do saudoso Severo e dona Marieta, dos irmãos Antonio (Tonhé), João (Joãozinho), Aluizio, José (Zé), Francisco (Chico) e Arnaldo, que haviam falecido.

Mãezinha preocupava-se com minha querida amiga dona Hilda (sua única irmã, que reside aqui em Pesqueira) e com o irmão Arlindo (que continua morando no Sítio Caianinha).

Conheci a família do velho Severo Rosa e dona Marieta quando esta, ainda morava na Rua 15 de novembro, hoje Dr. Lídio Paraíba, nos tempos do saudoso amigo Arnaldo Rosa, que faleceu em plena juventude, tão prematuramente, na flor da idade.

Com a morte de Arnaldo Rosa, Paulo Carmelo, meu irmão mais velho, manteve a amizade com Zé e Aluízio, mais tarde com todos os irmãos “seu” Tonhé, Joãozinho, Chico e Arlindo, também com dona Hilda e Mãezinha e através dele mantive essa convivência saudável, que agora continuar mantendo com os filhos e netos.

Dizia-me Mãezinha sempre sentir saudades dos pais, dos irmãos, mais tarde de Estênio. Com certeza, pela vontade de Deus, agora estão todos reunidos.

Quis Deus que Ela fosse se reunir com os que já partiram, mas nos deixou órfãos de sua eterna beleza, de sua generosidade com as pessoas mais pobres, da sua amizade sincera, do seu sorriso espontâneo.

As festas de Sanharó perderam o brilho do seu sorriso, alegria de sua presença. Eu perdi uma grande amiga. Sabem disso Marieta e Mano, Augusto e seu filho João, que teve em Mãezinha todo o apoio para chegar a sua formatura de Bacharel em Direito, e logo mais estará advogando nos fóruns pernambucanos, mais tarde quem sabe, um Juiz, Promotor de Justiça. Agora é com Ele. O incentivo primeiro, mãezinha lhe deu.

Aos seus filhos e filhas, genros e noras, netos e netas: Sandra Maria e Paulo Jarbas (Andréa, Paulo André e Cristiane); Augusto e Gilmara (João Augusto, Maria do Carmo, Maria Clara e Maria Estênia); Marieta e Hermano (Johannes, Millena e Maylla); Ana Paula e Robervaldo; e Estanislau Junior e Aretha (Karen Beatriz e João Henrique) a certeza de que MÃEZINHA continuará VIVA EM NOSSOS CORAÇÕES.


Como disse na parte preambular destas CANETADAS, tem sido muito forte para este velho coração, já sessentão, aguentar tanta emoção e saudade.

ZÉ JOAQUIM DA FÁBRICA PEIXE.
“Existem pessoas que convivem anos conosco e pouco representam. Outras, ao contrário, surgem em nosso caminho e sem que se espere gravam o nome em nossa existência. (Autor desconhecido)
Foi assim que conheci José Joaquim da Silva, técnico agrícola, que faleceu aos 65 anos de idade, no dia 16/06/2010. Zé Joaquim trabalhou na Fábrica Peixe, onde trabalhou, também, meu irmão Paulo Carmelo. Os dois tinham uma boa amizade, uma saudável amizade, dessas de respeito mútuo, verdadeira, portanto.

Zé Joaquim era filho de Antonio Joaquim da Silva e de dona Luiza Inocêncio da Silva. Carinhosamente “seu” Antonio era conhecido de Antonio Chalé (respeitado operário da Fábrica Peixe, na mesma fábrica que anos depois, o seu filho Cosmo foi diretor-gerente).
Zé era irmão de Juarez (hoje em Belo Horizonte) Jurandir, Juraci e Cosmo Joaquim, entre outros, porém, especialmente, do meu querido amigo Paulo Joaquim (meu contemporâneo da época do Cristo Rei), casado com Margarida Catolé, extraordinária pessoa.

No Recife, onde morei vários anos, reencontrei Paulo Joaquim. Trabalhava ele na Xerox do Brasil. Foi ao meu escritório buscar os meus serviços de advogado para organizar o seu tempo de serviço de trabalho no Seminário São José de Pesqueira, visando a sua aposentadoria. Conseguimos graças a Deus.
Quando retornei para Pesqueira, de forma definitiva, no ano de 1999, após rápida passagem em uma casa em frente ao velho Cristo Rei, onde estudei (casa esta, vizinha ao Bar do meu Amigo Tarceu Almeida e Suely Berenguer – de propriedade do meu querido amigo Arnulfo Berenguer, em cujas mesas, entre umas e outras, ao lado do poeta dos poetas Laurene Almeida, dos meninos filhos do meu velho amigo Zé da Bananeira, do Delegado Bel, do saudoso Secretário do meu Escritório, o Walter Dias, entre outros, matei saudades do tempo que estive ausente na minha querida terra Pesqueira), resolvi vir morar no Prado. O prado do Convento, da Rádio Difusora, do Dispensário dos Pobres, da Escola Medalha Milagrosa, do Jóquei Clube, da Venda de “seu” Zé Toté pai e do Bar de Zé Toté filho; do Açude de Zé Jerônimo, da Venda de Ivanildo, da Farmácia de seu Milton Melo (Pai de meus amigos Milton e Paulo), da Padaria de Zé Padeiro, da Venda de Lula (a grande bandeira pradense); do saudoso amigo Pedro Primo - (o embaixador de Poção em Pesqueira). O prado do meu querido amigo, o saudoso Fida; O prado de Aderaldo Carvalho, igualmente amigo, a quem tenho o mais profundo respeito pela simplicidade que sempre norteou a sua existência; também, Zé Paulino (o primeiro transportador de merenda escolar de Pesqueira (ao lado de Luiz do Cheiro, pai do Dr. Zé Carlos Freire), em cujo caminhão transportava o nosso lanche para a Casa do Estudante no Recife, Pai do também saudoso Geraldo Genu, do meu médico particular Dr. Zé Antonio (uma das maiores autoridades médicas da minha terra Pesqueira), também de João e Luiz, entre outros; de dona Ursinha (Mãe de Jaime Freitas e da saudosa Jacira); de João de Oliveira e dona Natália (pais de Chico, Dulcinéia, Joãozinho e Gorete, casada com Luiz Peixoto); de Paulo e Maria José Bonfim; dos meus diletos amigos Café Regência - (Dr. José Edmirson Inojosa Galindo – hoje um dos Coordenadores da OUVIDORIA DO METRÔ DE SÃO PAULO) e seus irmãos Humberto, este respeitado Juiz de Direito e do Dr. Paulo, também, Inojosa Galindo; de Jayme Maciel, casado co Lúcia Dalva (meus professores em Pesqueira), hoje residindo em fortaleza; o prado do compositor, teatrólogo, regente de coral, professor, e antes de tudo pesqueirense Nelson Valença. O prado de Mário Lamparina, de Doca do Pandeiro, de Osvaldo Almeida, também de seus filhos Fernando e Claudio Almeida, entre outros; o prado da Barraca de Zé Maria; o Prado de Chico Candido, igualmente de seus filhos Tiquinho (que saudade desse amigão), Joãozinho, Manoelzinho e Raimundinho; do Dr. Peixoto, Lourdes e Luiz, mas antes de tudo de sua mãe dona )))))))); o prado de Raimundo Holanda, da Fazenda Quatro Cantos (passagem obrigatória para se chegar a sua Fazenda. (Ô menino onde fica a Fazenda Quatros Cantos de Raimundo Holanda? Ô “seu” Zé, siga em frente que é lá depois do Prado. Se quiser confira com Bruno, Tuca e Pio); O prado de onde se ouvia o primeiro silvo do trem, desde a época da Maria Fumaça; O prado de Maviael Lopes e Albérico Soares; O prado de Gasolina da Fábrica Peixe (pai de Pelé, Adilson (meu saudoso amigo e contemporâneo do Cristo Rei), Adauto, e dos outros filhos e filhas; O prado de Pedro Gasolina, também da Fábrica Peixe e irmão de Gasolina (pai de Roberto do Boticário, entre outros). O prado de Milton Galvão (Ô seu Milton, onde o senhor mora: na subida do prado, em frente à Fábrica Peixe). O prado de Neno, um dos ex-combatentes da segunda guerra, pai do meu amigo Gilson; o Prado de Izídio Torres, pai de Antonio, Aluízio, Lula, Pedrinho, Paulinho e as meninas. O prado de Puã e Maria; de Boião de seu Neco; de Paulo caminhoneiro.
E por que essa louvação ao Prado, se a homenagem é ao Zé Joaquim? Porque foi no Prado que me reencontrei e me aproximei de Zé Joaquim. O conhecia, mas não éramos próximos. Aposentado, Zé resolveu abrir uma quitanda de frutas, verduras, legumes, ovos, galinha, queijos, etc. na Avenida F. Pessoa de Queiroz (maldosamente e em total desrespeito à história de Pesqueira, brutais marteladas derrubaram a efígie do índio colocada na torre do Relógio da Rádio Difusora de Pesqueira, bem assim o letreiro artesanal feito em pedras e colocado horizontalmente no frontal da Difusora. Espero que no futuro não retirem a homenagem prestada ao Dr. F. Pessoa de Queiroz, ou seja, o nome da avenida que leva seu nome. Mas, fazer o que (?)..., se até o nome dado a uma travessa em homenagem ao fundador da Cidade, o Capitão Mor Manoel José de Siqueira foi transferido do centro da cidade para uma artéria por trás do Cabaré de Maria).
Pois bem, foi na sua Quitanda que se deu a nossa aproximação. Zé Joaquim contava sobre a Fábrica Peixe. Conhecia a sua história, conhecia as pessoas, os operários, os diretores, os burocratas. Falava do vai e vem dos caminhões carregados de tomates, goiabas, figos, etc., do descarrego e do carrego dos produtos acabados, e que seguiam Brasil afora, estradas adentro. Dos produtos que eram levados para o porto do Recife, a fim de serem exportados. Do pico econômico e financeiro da Fábrica Peixe e da sua decadência. Tinha orgulho do velho seu Pai, o mestre Antonio Chalé, que muito ajudou ao desenvolvimento de Pesqueira, como bem dizia também sobre Anísio Queiroz, Expedito Melo, Gilete dos Caiporas, das meninas da esteira de lavagem do tomate e da goiaba. Dizia Zé, que a função mais perigosa na fábrica era a de caldeireiro e do setor de metalurgia, que trabalhava com folha-de-flandres. De como se batia para reconstruir os caixotes para pegar tomate e goiaba.

Zé me contou sobre a passagem de Paulo Carmelo, meu irmão, pela Fábrica Pesqueira. Paulo chegou a Fabrica ainda muito jovem. Àquela época não tinha completado nem mesmo dezoito anos. Com a morte de papai, o velho e saudoso Paulo de Oliveira em 1962, Paulo Carmelo tinha 13 para 14 anos, fazia 14 anos em julho. Pois bem, Paulo foi trabalhar na Fábrica Peixe, não lembro bem se nesse período ou quando completou 16 anos. O fato é que trabalhando na Fábrica Peixe, não serviu ao Tiro de Guerra (obrigatório aos 18 anos), dispensado pela qualificação de arrimo de família.

Foi assim que me tornei próximo de Zé Joaquim. Foi assim que ele me contou sobre a danada da diabetes. Dizia Ele que era muito difícil enfrentar uma diabetes que vai matando a pessoa aos poucos e de forma covarde. Asseverou certa vez: Diabetes não é uma doença, é uma sentença de morte, de morte lenta, mas gradual. Tinha medo de perder pedaços, terminou por perdê-lo. Após a amputação do pé, sofreu muito. Talvez num gesto de medo e covardia não visitá-lo, mas o fato é que eu não queria vê-lo maltratado. Após a amputação de um dos pés, depois de algum tempo, encontro-me com ele na Cidade. Jurandir! Ecoava no ar uma voz. Era a de Zé. Estava dentro do seu carro, feliz porque havia superado aqueles instantes de agonias mil. Dirigindo, como se nada tivesse acontecido.

Antes, quando tomei conhecimento de que passei a ser diabético, lhe procurei, ainda na Quitanda, da qual me tornei cliente desde o início de sua instalação e lhe contei a novidade, triste notícia. Zé, estou diabético! Ao que retruco: voce não está diabético, voce é diabético. É verdade, não se está diabético, se torna diabético. Disse-me Ele: tenha cuidados. Eu fui descuidado, mas vivi até hoje, porém já começo a sentir os seus efeitos.

Tentei com Ele criar a Primeira Associação dos Diabéticos de Pesqueira. Fui a Rádio Jornal no programa de Givanildo Silva e falei sobre a associação. Recebi diversos telefonemas, emails, visitas. Não tive coragem de seguir em frente. Não criamos a associação.

Zé me dizia: Não adianta ter controle no cigarro e na bebida apenas. Tem-se que ter cuidado com a alimentação. Existem frutas, verduras, legumes, que voce pode comer. Existem outras que não se pode nem chegar perto. Nisso fiz uma feira completa como sempre fazia. Coloquei os alimentos sobre a mesa e comecei a verificar o que podia comer. Quase tudo contém açúcar. Quase nada o diabético pode comer. Fiquei surpreso quando vi que a mortadela contém açúcar. Para que serve açúcar em mortadela; que a beterraba voce tem que olhar de longe, da mesma forma o presunto, o paio, a laranja mimo do céu, o macarrão, o extrato, etc e etc.

Quando da sua morte, no dia 16/06/2010, logo tomei conhecimento. Tomei a iniciativa de ir ao seu velório, depois ao seu enterro. Vi o enterro passar, não tive coragem, não fui. Fiquei com a imagem dos nossos encontros na sua Quitanda, a qual agora deve ter se instalado no reino dos céus, para servir aos pesqueirenses todos que lá, igualmente estão, pois é para lá que vão os Homens de bem, e Zé o era, porque simples e bom. Perdi um amigo. Perdi mais porquanto em vida convivemos tão pouco. A vida é assim mesmo!

Meu abraço e que Deus conforte a sua família, as companheira das horas mais difíceis Luzia Florentina Viana (amiga e colega de trabalho na Escola Arruda Marinho da minha cara metade, professora Gilcéia). Aos seus filhos e filhas, netos e netas: Rute (Tiago e Marcelinho); Renata (Gabriela e Natália); José Carlos (Pedrinho, Mateus e Rafael); Ricardo e Rildo (Pedrinho e Beatriz). Aos seus irmãos: Juraci (Pesqueira); Jurandir (São Paulo); Cosmo Joaquim (Recife); Juarez (Belo Horizonte); e ao meu querido amigo, conterrâneo e contemporâneo, Paulo Joaquim (exemplo de cidadão).

E finalizo esta homenagem dizendo: Que Zé esteja com o Senhor! Segura coração! Bate forte que vem mais aí. É a vida!

TOINHO AVELINO, O COMERCIAL E PESQUEIRA.

Antonio Avelino Pereira Filho nasceu em Poção/PE a 24 de junho de 1933 e faleceu em Gravatá/PE no dia 10/07/2010, aos setenta e sete (77) anos de idade, sendo sepultado em Pesqueira/PE no dia 11/07/2010, em uma manhã de domingo e de céu nublado, no Cemitério Cristo Rei, no Bairro da Pitanga.
Como não podia ser diferente, em Pesqueira, nas poucas horas que passou, o seu corpo foi velado na sede do Comercial Esporte Clube, localizado na Rua Enedino de Freitas por trás da Rodoviária.

Foi Toinho quem fundou o comercial e quem construiu a sua sede. Foi Toinho um verdadeiro descobridor de craques, verdadeiros talentos, do nosso futebol.

Aqui citamos os nomes de alguns deles, que tiveram passagem pelo Comercial Esporte Clube de Pesqueira e que muito aprenderam com Toinho Avelino, inclusive a ter disciplina, como me disse Adauto, que fez questão de vir de Caruaru para a sua última homenagem ao amigo de sempre: Eis alguns dos craques: Adauto; Arturzinho Costa; Ary; Bal; Bisneco; Carlinhos de Cavalinho; Grande Otelo; Marcos Careca; Vando de Eugênio do Bilhar; Jânio Lima; Quino; Luciano Rodrigues; Liô; Pixito; Lucilo Mota; Luiz Diulindo; Marcelo Feliciano; Maximino; Gilmar Papelão; Paulo Melo; Pé de Galo; Pinheiro; Sandro de Poção; Tico; Tó; Zezinho Bricoca, entre tantos outros - (Fonte SITE DO SAP)

Com o céu pesqueirense nublado, lagrimejando, pelas 08h00min do domingo 11/07/2010, chegava o corpo de Avelino à nossa terra, sua, também, porque não (?), trasladado da Cidade de Gravatá, onde residia com a família, desde o ano de 1993, e onde foi velado durante a noite do sábado (10/07/2010).

Acompanhando o esquife vieram de Gravatá: sua esposa, dona Cecy Cavalcanti Pereira; seus filhos Fábio, Fabiane e Maria do Socorro (com o esposo Agenildo). Os netos: Alex, Jéssica (com o bisneto Davi), Fábio Filho, Antonio Avelino Neto e Franklin.

Dona Cecy dividia a dor com a emoção do momento. Da dor, pela perda do marido. Da emoção de saber que amigos esperavam Toinho, para a última homenagem. Também de comoção ao observar o estado de abandono e desprezo em que se encontra a sede do Comercial Esporte Clube de Pesqueira, Clube que Toinho Avelino junto com Ela (Dona Ceci) fundaram, construíram e mantiveram (muitas vezes, ou quase sempre tirando do seu próprio bolso) as suas dependências sempre conservadas e limpas. O que há com Pesqueira? O que está havendo com a minha terra? Clamemos aos seus Céus, para que os pesqueirenses todos (os que aqui residem e os que estão distantes) voltem a olhar Pesqueira com os olhos de filhos, de filhos devotados, de filhos amigos. Pesqueira não merece o que com Ela está acontecendo, que com ela estão fazendo. Não é difícil administrar uma Cidade. E administrar com acertos, com amor, com verdade, com projetos para o futuro. Administrar, também, com humanidade, respeitando a história da cidade, dos seus munícipes. Administrar com probidade, retidão e honradez. Confesso: não é difícil, basta querer. A vontade supera as necessidades.

Desculpa-nos, perdoa-nos Toinho Avelino pelo estado em que voce reencontrou o seu COMERCIAL. Mas era o que Pesqueira tinha para lhe oferecer naquele instante. Levar o seu para outro local seria um total desrespeito a voce e aos seus familiares.

E aqui não importa, também, o numero de pessoas de Pesqueira que estavam presentes, em torno de 80 pessoas. O que importa é que foi feita uma homenagem ao Toinho. Lá estiveram, entre essas pessoas, amigos dedicados de Avelino. Talvez Toinho, aqui deve ser dito que faltou uma maior divulgação, talvez em razão do tempo. E desculpa-nos também, pela ausência das nossas autoridades. E é verdade. Tão somente o nosso ex-prefeito Eutrópio Monteiro Leite se fez presente.

Visivelmente emocionado disse o ex-prefeito de Pesqueira Eutrópio Monteiro Leite: “Toinho Avelino era um homem sério e honesto. Trabalhou comigo quando fui prefeito, em um mandato de seis (6). Nunca me trouxe um problema só trazia solução. Toinho Avelino foi o melhor e o maior futebolista de Pesqueira. Não criou um Clube de Futebol criou uma Escola: o Comercial Esporte Clube”. Vai com Deus Toinho.

Avelino era um homem simples, correto, amigo dos amigos. Cristão, fez a sua vitória no silêncio. Ajudava as pessoas. Toinho fazia amizade com a bondade das pessoas, nunca com seus bens. Daí, tenho certeza que Toinho, naquele instante em que era velado no SEU COMERCIAL estava feliz, mesmo observando com os seus olhos espirituais o estado de abandono que deram ao clube que ele construiu com tanta devoção e amor.

Para (Dona Cecy): “Toinho foi um bom filho, bom esposo, bom pai, bom avó e bisavô. Era também um bom homem e um bom amigo. Vai fazer muita falta”.

Leiam a mensagem que escreveram os seus filhos e netos escreveram:
“Quando um homem ora, coloca-se perante Deus e compreende ao mesmo tempo a íntima verdade de seu próprio Eu. Eu humano, ser pessoal, criado a imagem de Deus. Amor eterno inesquecível de sua esposa, filhos netos, bisnetos, familiares e amigos. Amamos-te!”

Que lindo sentimento familiar. Esse pensamento reproduz o que há de mais profundo no seio de uma família. “Amor eterno e inesquecível... Amamos-te!

Mas uma presença que faço questão de destacar aqui foi a do Prefeito de Gravatá, Ozano Brito e de Maria Dulce Bandeira Brito, primeira dama daquele município.

Também, a pedido do autor de CANETADAS, escreveu o prefeito Ozano Brito: “Neste momento de dor da família de Antonio Avelino gostaríamos, nós que fazemos o poder executivo do Municipio de Gravatá, de externarmos nossos sentimentos pela partida de AVELINO. E dizer que o seu trabalho na nossa cidade será reconhecido por muitas gerações. Homem sério, determinado e presente na família e na nossa sociedade. Tive a honra de conhecê-lo quando trabalhei com a sua filha Fabiane e que através dela abraço os seus familiares”.

Leiam a seguir outras notas sobre o nosso querido e saudoso ANTONIO AVELINO.

Por Paulo Melo – professor, ex-atleta do Comercial e ex-diretor do
Colégio Comercial Municipal de Pesqueira: “Meu amigo Toinho Avelino foi um homem honesto e trabalhador. Fundou o Comercial Esporte Clube de Pesqueira e foi um batalhador pelo crescimento do futebol pesqueirense. De acordo com o meu conhecimento – se voltasse para Pesqueira, ressurgiria um novo futebol com novos craques e levaria a nossa seleção a 1ª divisão do campeonato pernambucano”.

(Por Maximo – ex-craque do futebol de Pesqueira): “Conhecemos e agradecemos a sua humildade a frente do CEC. Toinho foi um mestre!

(Por Magela – ex-jogador do Comercial): “Nós que jogamos no Comercial Esporte Clube jamais esqueceremos o eterno presidente Antonio Avelino”.

(Por Fernando Pixito – ex-atleta do Comercial): “A plenitude de sua vida foi dedicada ao esporte de Pesqueira, sobretudo o Comercial Esporte Clube, do qual era o seu fundador”. Saudades alvirrubras!

Zuca de Nena de Moacir pobre, afirmou: “em momento como esses a gente fica sem palavras, principalmente para falar sobre um Homem tão bom como Antonio Avelino”.

Asseverou Aderaldo Carvalho: “Toinho continuará vivo em nossos corações. Pesqueira perdeu uma pessoa de grande importância para os nossos esportes, principalmente o futebol. Sei que mesmo distante (Gravatá) Ele pensava na gente”.

Francisco Muniz, presidente do SISMUPE, escreveu a seguinte nota: “Pesqueira hoje amanheceu de luto. Morreu uma voz esportiva. O Comercial ficou mais pobre. Deus te dê um grande “Estádio” para descansar em paz Antonio Avelino”.

O pequeno e sempre Grande Zé Ulisses, disse: “Meu compadre Antonio Avelino foi o maior tesouro do futebol de Pesqueira”.

Durante a cerimônia fúnebre, ainda, no Comercial Esporte Clube, falaram: o Prefeito Ozano Brito que diz que como Prefeito de Gravatá não poderia deixar de se fazer presente, pois Toinho Avelino muito serviu aos desportos de Gravatá e trabalhava para tirar meninos de rua e colocar no caminho dos esportes. Toinho só fazia o bem. E Gravatá saberá lhe reconhecer homenageando-o com seu nome em um logradouro público ou uma entidade voltada aos esportes, colocando-se, ainda, à disposição da família.

Um cidadão Gravataense, de nome José, uma espécie de discípulo de Avelino, de forma emocionada, disse que ninguém fez tanto pelos esportes de Gravatá como fez o nosso Toinho Avelino. Não prosseguiu as suas palavras. Lágrimas escorriam pela sua face, quando os presentes lhes dando força, o aplaudiram.

Ainda fez uso da palavra, e aqui peço desculpas por não ter anotado o seu nome, a esposa do atual presidente do CEC. Foi enfática dizendo que por diversas vezes Ela e o seu esposo procuraram Toinho Avelino em Gravatá, para falar-lhe sobre a situação do CEC. Disse, também, que quando algum time de Pesqueira jogava em Gravatá, Toinho estava presente em todos os momentos e que na hora do jogo, ninguém sabia para que lado batia mais forte o coração alvirrubro de Avelino.

Também fez uso da palavra o autor de CANETADAS. Na verdade eu não poderia deixar de dizer algumas palavras em homenagem ao meu dileto amigo Antonio Avelino.
Conheci Avelino ainda trabalhando no Armazém Central, na Rua Barão de Vila Bela. Depois Ele foi trabalhar na Agência Ford, ao lado do Gravataense Fausto Guimarães, ou carinhosamente conhecido por “seu” Fausto da Ford. Os seus caminhos se cruzaram na ordem inversa. “seu” Fausto morreu em pesqueira e Toinho em Gravatá.

Toinho Avelino foi para Gravatá pelas mãos do ex-deputado Zezé Fernandes, que politicamente atuou aqui em Pesqueira como Deputado Estadual pelo velho MDB, quando política era algum sério e políticos ainda tinham vergonha (consideradas as raras exceções de hoje).

Tive a oportunidade de assumir a Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Gravatá. Quando lá cheguei, Toinho Avelino foi ao meu encontro e disse-me: “Carmelo o que voce está precisando? Casa para morar? Que tipo de apoio voce precisa? Estou as suas ordens.

Toinho era querido aqui em Pesqueira e lá em Gravatá. Sinceramente espero que a Câmara de Vereadores de Pesqueira lhe preste uma homenagem, reservando um espaço público para que se coloque o nome do comercialino Antonio Avelino Pereira Filho.

Como disse no início destas Canetadas não tem sido fácil traduzir o sentimento de dor que nos invade alma e coração, pela perda de tantos amigos e amigas. É terminar uma crônica, uma matéria jornalística, postada em um blog, ou em um jornal, já me volto para a tela do computador para preparar um novo trabalho. Sim, porque entendo que deve ser assim. Ninguém merece partir daqui sem uma palavra, sem o reconhecimento de seus conterrâneos, de seus amigos, de seus familiares. E o faço com sentimento, com o devido respeito que cada amigo ou amiga merece.

ELIZARDO DE OLIVEIRA SOUZA – Bila de Moacir pobre
As cidades do interior, ainda, conservam a velha mania (graças a Deus) de identificar as pessoas, lembrando sempre o nome ou apelidos dos pais, na forma conhecida na cidade, pelos conterrâneos, amigos e/ou colegas de trabalho.
Bila de Moacir Pobre. Por que Moacir pobre se era Ele tão rico de virtudes e de exemplos de dignidade? Era apenas um argumento de sés colegas da Fábrica Peixe para diferenciar o Moacir Oliveira do Moacir de Brito, em razão de que os dois trabalhavam na fábrica. Peixe. Assim eram tratados porque o primeiro era o Moacir Operário, portanto Moacir pobre, conquanto o segundo, Moacir Brito de Freitas era um dos donos da fábrica, assim Dr. Moacir. Da mesma forma tratávamos o saudoso José de Oliveira Souza (Galego de Moacir Pobre, irmão de Bila).
Dias outros, quando tomei conhecimento da grave enfermidade de Bila e envie mais de uma centena de emails aos conterrâneos que residem aqui em Pesqueira e outras Cidades desse gigante Brasil, cujo teor se traduzia em uma convocação para que os pesqueirenses todos, daqui, dali, dacolá e alhures se irmanassem em oração para que Deus na sua eterna bondade e generosidade, permitisse ao nosso amigo Bila a mais breve recuperação, e que conosco pudesse convier mais tempo. A vontade de Deus foi levá-lo para perto dele. Respeitemos!
Na segunda-feira, dia 19/07/2010, aos 74 anos, morre Bila, com ele o seu inseparável cavaquinho, o qual esteve silenciado em choro, sobre o caixão do seu mestre, durante o sepultamento no dia 20/07/2010, no Cemitério Parque das Flores.
O Jornal do Commercio publicou no Caderno “C”, página 6, edição de 20 de julho de 2010, a seguinte nota: Música. Morre Bila, cavaquinista de choro e frevo (Por Marcos Toledo mtoledo@jc.com.br). O choro de Pernambuco perde mais um de seus principais representantes. Morreu na manhã de ontem o cavaquinista Bila, integrante do Conjunto Pernambuco de Choro e do grupo que acompanha o Coral Edgar Moraes. O músico havia se submetido a uma cirurgia na semana passada, que foi bem-sucedida, e Ele se recuperava em casa. Esta segunda-feira, porém, foi surpreendido por uma hemorragia interna e não resistiu. O velório ocorre no cemitério Parque das Flores, mesmo local do sepultamento, hoje, às 10h. Nascido em Pesqueira, no Agreste do Estado, Elizardo de Oliveira Souza, 74 anos, atuava como auxiliar de contabilidade. Começou a carreira artística em seu município natal atuando como baterista na Orquestra Natambijara, que tocava na Rádio Difusora (atual Rádio Jornal de Pesqueira). Já no Recife, conviveu com vários músicos, entre eles o compositor Edgar Moraes, cuja filha, Inajá Moraes, Naná (integrante do coral que leva o nome do pai), tornou-se sua esposa. 1978, Bila foi um dos fundadores do Conjunto Pernambuco de Choro, o mais antigo em atividade do gênero, que tem ainda entre seus integrantes o maestro e bandolinista Marco César, a flautista Valéria Moraes (filha de Bila e Naná) e o percussionista Geraldo. Também tocou em grupos da cantora Dalva Torres e do bandolinista Adalberto Cavalcanti. O artista deixa esposa, cinco filhos e nove netos”.
Caros leitores de CANETADAS. A notícia abalou emocionalmente os seus conterrâneos, amigos e familiares. Walter Jorge de Freitas, professor e compositor escreveu uma bonita crônica que foi lida na Rádio Jornal e postada no blog de jornalista Carlos Sinésio (www.blogdesinésio.com), no dia 21/07/2010. Com o sugestivo título de “UM CHORINHO NAS ALTURAS”, vale a pena aqui ser transcrita: “Estava tentando terminar uma crônica sobre o grande instrumentista Paulo Moura, que nos deixou no início da semana que passou, quando recebi a triste notícia de que o nosso conterrâneo e também exímio instrumentista Bila, acabava de empreender a sua última viagem. Dei uma paradinha no texto que estava escrevendo, desliguei o computador e fiquei meio acabrunhado, meditando sobre as coisas que acontecem e deixam a gente triste e sem ação, mesmo sabendo que não viemos para ficar e a viagem de volta não depende de nossa vontade. Deus é quem decide. Elizardo de Oliveira Souza é o seu nome batismo. No meio artístico e nas rodas de choro era mais conhecido como Bila do Cavaco. De família de músicos, ainda garoto começou a se interessar pelo cavaquinho e o seu tio e padrinho João de Oliveira não se fez de rogado: deixou que ele fosse dando umas palhetadas no seu instrumento. A sua brilhante carreira de músico começou oficialmente nos programas de auditório da Rádio Difusora de Pesqueira, tocando bateria na Orquestra Natambijara e cantando ao lado do irmão José de Oliveira Souza (Galego) boêmio por natureza. Ainda bem jovens, ele e o irmão Galego mudaram-se para o Recife. A música encarregou-se de fazer a sua aproximação com Naná. O casamento veio em seguida e essa união das famílias Oliveira e Moraes, fez com que o gosto pela “arte das artes” aumentasse mais ainda e o resultado não poderia ser outro: os filhos do casal não fugiram à genética dos pais. Também respiram música em todos os instantes. A partida prematura de Galego foi um duro golpe na alma dos familiares e amigos. Bila sofreu, mas não esmoreceu. Nesse ínterim, surgiram o Conjunto Pernambucano de Choro e o Coral Edgard Moraes. A sua musicalidade, vinda do berço, foi se tornando cada vez mais forte. O tímido rapaz de Pesqueira vai ficando mais conhecido e solicitado. Ao lado de Tôzinho, Tonhé, Marco César, que mais tarde se tornaria seu genro, esteve presente em inúmeros projetos ligados ao Chorinho.”
Prossegue Walter Freitas: “Junto à esposa, filhos, irmã, cunhados, sobrinhos e demais amantes dos festejos de momo, participou de grandes eventos carnavalescos, contribuindo de forma marcante para a divulgação do Frevo de Bloco pelos palcos e ruas do Brasil. E assim cresceu, amadureceu e viveu o pacato Bila, alegrando os encontros sociais, as serestas e as rodas de choro, até que o Criador resolveu chamá-lo de volta, a fim de juntar-se a Moacir, Josefa, Galego, Tonhé, Tôzinho, Sebastião Cândido, Zezinho de Quelé, Zé Duque, Eurivaldo Jatobá, Edgard Moraes, Canhoto da Paraíba, Paulo Moura, Jacaré do Cavaco, Venâncio, Liu do Trompete, Chiquinho Amaral, Capiba, Abel Bezerra, Luiz Guabiraba e mais umas duas dezenas de gênios da música.”
E para encerra, assevera o professor e compositor Walter Freitas: “Os chorões, com certeza já estão tratando da próxima roda de choro. O carnaval já entrou na pauta das reuniões. Edgard já escreveu a primeira parte de um novo frevo. Venâncio já se imagina regendo novamente a Natambijara, Capiba insiste para que Abel e Guabiraba toquem o seu “Trombone de Prata”, e assim, a vida continua, pois quem viveu aqui só para dar alegrias, ao se mudar para o outro plano, será recebido igualmente com festa, pois Deus não se descuida dos seus. Até qualquer dia, amigo Bila.”
Já o jornalista William Porto, em seu conceituado blog “COMBATE POPULAR”, publicou uma nota sobre o BILA, que igualmente emociona. Confira a seguir: “Chora cavaquinho, chora violão, chora flauta, bandolim, pandeiro... Chora choro, chorinho, chorão. Chora Bloco da Saudade, Lira da Tarde, Velha Guarda. Chora Conjunto Pernambucano de Choros... Chora Pesqueira, Chora Recife, Chora Pernambuco. Chora música, chora a partida do grande Bila. Ele marcou a música, a vida, a sua terra. Foi um cara plural, solidário, fraterno. Honrou e dignificou a sua terra. E com certeza a esta hora já adentrou no Reino de Deus onde foi recebido pela GNP do Céu, à frente Galego com o estandarte da terrinha. Valeu Bila. - (Postado por William Porto em seu blog, em 20/07/2010).”
Do nosso conterrâneo e amigo de infância Geraldo Tenório de Brito, ou Geraldo de Zé Preto, ou ainda, Geraldo de dona Cota, recebi um email, em data de 25 de julho de 2010, com o título: “NOSSO AMIGO BILA”. Em curta mensagem diz o amigo Geraldo: “AMIGO JURANDIR. BOA NOITE! Já é tempo de pensarmos em organizar um tributo aos nossos amigos que se foram e que nos dava tanta alegria (BILA, ZEZINHO, etc.)... Geraldo Brito


Assiste razão ao amigo Geraldo Brito, pois temos o dever de resgatar a nossa história. A história de Pesqueira está sendo jogada pelo ralo da incompetência, da insensibilidade, da desumanidade. ACORDA PESQUEIRA!
O autor de CANETADAS apurou, via internet, que diversas manifestações pela morte de Bila foram colocadas por pesqueirenses e amigos do nosso cavaquinista, aqui em Pesqueira e no Recife. Todas merecidas, pois Bila representou Pesqueira a altura das suas mais efetivas tradições.
Espero que nos dias 30 e 31 de julho, quando Pesqueira sediará o III Circuito Pernambucano de Choro que se homenageei Bila, bem como Tonhé, Zezinho Amaral, Tozinho, e em vida, Marco César e Valéria, João de Oliveira, Walter Freitas (que tanto tem dado de si aos eventos musicais da terrinha), os meninos da Cruzada Feminina, entre outros. Mas para minha surpresa, o Conjunto Pernambucano de Choro não vem se apresentar na terrinha, que é lamentável.

A coluna CANETADAS não poderia deixar de prestar a sua homenagem ao Bila. Bila de Moacir pobre (que homem rico de virtudes) e dona Josefa de Oliveira, seus pais; Bila dos Oliveira, dos Souza e dos Higino, também. Bila, de dona Nena (Maria Helena), sua irmã; de Zuca (José Bezerra), seu cunhado, amigo e irmão; Bila, de Mirian e do seu esposo (meu querido amigo Gilmar Veloso – Papelão); Bila de Moacir Neto, Marcelo e Mônica Maria, seus sobrinhos; Bila, de Maria Dulce (Dulce), sua outra irmã; de Telmo Chacon, seu outro cunhado, igualmente, amigo e irmão; Bila de Ana Dulce, Cintia Maria e Ricardo Frederico, seus sobrinhos; Bila, de José Oliveira Souza - (Galego de Moacir Pobre - in memoriam), seu queridíssimo e saudoso irmão; Bila de dona Terezinha Albuquerque, viúva de Galego e mãe de seus filhos, Fábio José, Felipe, Fabíola e Corsina, seus sobrinhos; Bila, antes de tudo de dona Naná (sua esposa, amiga e companheira de todos os momentos); Bila de Isis Cleide, Gilson Cleison, Valéria Mônica, Maria de Fátima e Moacir Neto, seus filhos; Bila de Saulo e Igor, Zé Roberto; Caio, Ana Beatriz, Silvanir, Vanessa, Cerzinho, Vinicius e Mônica, seus netos; Bila de Marco César, seu genro, irmão e companheiro de choros mil;

Bila, do meu amigo João de Oliveira e dona Natália, seus tios; Bila de Dulcinéia, Francisco (Chico), Joãozinho e Gorete, seus primos; Bila de Tonhé, Tozinho, Marco César e Valéria, e de Geraldo, também, seus companheiros do Conjunto Pernambucano de Choro, entre outros; Bila de Juraci Barbosa Cavalcanti (DUI), seu dileto e saudoso amigo e de seus Irmãos Egenilto e Vando, que com ele moraram em sua casa, enquanto estudantes; Bila do seu glorioso Santa Cruz Futebol Clube do Recife;
Morre Bila, mas o cavaquinho não silencia. Sim, porque Bila era um Mestre e mestre tem seus discípulos, seus seguidores, tanto isso que jovens cavaquinistas e de outras cordas, dedilharam seus instrumentos no instante de grande despedida, no Cemitério Parque das Flores.
Disse-me o amigo Papelão que o sepultamento de Bila se revestiu de grande emoção e importância. Choravam as pessoas, como choravam os cavaquinhos, as manolas, os bandolins e violões a ecoar pelo campo santo, frevos, choros e valsas. Em torno 300 pessoas foram ao Cemitério Parque das Flores, outras tantas se fizeram presente durante o velório. Sobre o caixão, a bandeira do seu Santa Cruz Futebol Clube do Recife e, como não poderia faltar o AMIGO CAVAQUINHO.

Foram anotadas, entre outras pessoas, pesqueirenses e pesqueiristas, como Tânia de Vitalino; Luciano, Paulo e Gilmar Velozo; Os irmãos Geraldo, Gedelson e Gilson Freitas. Os irmãos Dália, Egenilto e Evandro ao lado de Zélia; João Monteiro, dos Monteiro de Sanharó; O pastor Emerson (Mercinho), neto de Eugênio do Bilhar; suas queridíssimas irmãs Maria Helena (dona Nena) e Maria Dulce Maria, ao lado de Telmo Chacon. Dona Naná, amparada pelo calor humano de seus filhos, genros, noras, netos e bisnetos. A presença de vários pesqueirenses que fazem a GNP – Grande Nação Pesqueira (que tão bem representa a nossa Colônia em Recife). Amigos do Recife, amigos da boemia, das imortais noites recifenses. Amigos do Conservatório de Música, do Conjunto Pernambucano de Choro, entre outros.

Meu amigo Zuca não foi. Não foi e não podia ir. Estive com Ele na tarde do dia 19/07/2010 quando a notícia chegou à Pesqueira. Estive com Zuca. Sentamos no batente de sua casa. Zuca não falava, soluçava. A sua voz estremecida emitia palavras quebradas, era o som da dor e da saudade do choro que Bila tanto dedilhou em seu cavaquinho, para a alegria de todos nós. Agora Sim, o Cavaquinho de Bila parou de tocar. Outros haverão de ser dedilhados, mas as cordas do cavaquinho de Bila silenciaram para sempre. Chora cavaquinho, chora... Agora, é só silêncio. Adeus amigo Bila!

(*) Jornalista e Advogado


Introdução

Nome: Carlos Sinésio de Araújo Cavalcanti
E-mail: carlossinesio@gmail.com

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2010-09-04 16:03:32
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