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Destaques de 2010-3-7
Diário publica hoje reportagem sobre Irmã Adélia
Postado em 2010-03-07 07:08:23
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Diário publica hoje reportagem sobre Irmã Adélia
Postado em 2010-03-07 07:08:23


Veja esta matéria publicada no Diário de Pernambuco deste domingo, sobre Irmã adélia, que teria visto Nossa Senhora, em Cimbres, em 1936.

"Uma vida dedicada a Deus


Um sentimento profundo de seguir uma vocação fez a trajetória de Maria da Luz Teixeira de Carvalho diferente da grande maioria das pessoas. Para ela, não houve necessidade de se preocupar com moda, casamento, criação de filhos, afazeres domésticos e contas em seu nome para pagar no final do mês.

Seu caminho começou a ser desenhado aos 14 anos, quando, diz, Nossa Senhora conversou com ela. A primeira de três aparições. Esse foi o sinal. Começava ali uma vida dedicada a Deus. Há 69 anos responde pelo nome de Irmã Adélia. Hoje, com 87, faz uma revisão do seu passado desde o município de Arcoverde, onde nasceu, até sua atual morada, no Colégio das Damas, no Recife.

Irmã Adélia tem atualmente uma vida tranquila. Depois de ter superado um câncer e sofrido três Acidentes Vasculares Cerebrais em um mesmo ano, praticamente não sai do colégio da congregação das Damas da Instrução Cristã. É uma pessoa reservada e discreta. Senão pelo posto, que requer algum afastamento, pela origem interiorana. Mas o comportamento fechado não a faz menos popular. Irmã Adélia é muito procurada pelos católicos que conhecem sua história. Alguns a tratam como santa, mas ela não gosta. Carrega consigo a humildade típica de quem dedicou a vida à fé.

Costuma receber visitas de pessoas que querem ouvir um pouco da sua sabedoria e receber sua bênção. Durante entrevista ao Diario, um casal esperava para ser recebido por ela. Todas as quintas-feiras os dois vão até o colégio conversar com a freira e rezar um pouco. Com a visita deles ela já estava acostumada, mas ficou surpresa com a procura da reportagem. "Eu não me importo de tirar foto. Pode tirar. Só não sei por que fazer matéria comigo", disse, modesta. E continuou a falar sem se preocupar como sairia na foto. Apenas ajeitou rapidamente o botão da roupa, o terço estava preso a ele.

Começou então a falar sobre o tempo em que trabalhou na Igreja da Torre e das Graças. Recordou as aventuras da época. Fez um trabalho de evangelização em favelas.Chegou a recuperar um roubo e devolvê-lo à polícia. Até fundou uma creche no bairro das Graças. Depois, passou a trabalhar em favelas, na Torre. "As crianças comiam coisas já estragadas que encontravam no lixo. Era uma cena triste e miserável porque eles concorriam com os cachorros. Sempre falava para eles não comerem nada do lixo, que poderia fazer mal. E eles me ouviram", comentou.

Durante três anos, foi sacristã na matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Itamaracá. "Batizei gente, costurava até as roupas de catecismo das crianças, que eram muito humildes. Só Jesus sabe o quanto corri naquela igreja", recordou. Também trabalhou nas escolas da congregação em Campina Grande, Nazaré da Mata e Vitória de Santo Antão.

O primeiro contato que Irmã Adélia teve com a Instituição que resolveu seguir foi em 1937, quando se tornou aluna interna do Colégio Santa Sofia, em Garanhuns. Depois voltou ao sítio Guarda, em Pesqueira, onde morava sua família. Como as finanças não permitiam a continuidade dos estudos, fugiu, aos18 anos. Pegou o trem e foi até o Colégio Damas, onde foi acolhida e vive, hoje, cercada de aconchego e muita atenção.

Aparições - Irmã Adelia, que na época ainda usava o nome de batismo, fez a primeira eucaristia e a crisma na Matriz de Nossa Senhora das Montanhas, no distrito da Vila Real de Cimbres, Pesqueira. Já possuía uma fé muito grande. Saía de casa a pé, subia uma imensa ladeira até a igreja e lá ficava em adoração ao Santíssimo. "Para não ficar só", explicou.

Mas foi no final de agosto de 1936 que aconteceram as sucessivas aparições. Nossa Senhora das Graças, acredita, deixou no local uma fonte de água, considerada milagrosa. Neste mesmo lugar, após uma cura de câncer com metástase, Irmã Adélia esteve com um grupo da ordem das Damas. Ao limpar as folhas secas espalhadas no local, a água jorrou da fonte. O Vaticano chegou a pesquisar os fatos, mas não se pronunciou sobre o assunto. "Nossa Senhora já indicou o lugar onde devo ser sepultada, junto às Irmãs, em Santo Amaro. Para chegar ao céu, ainda tenho que me purificar", afirmou. (Marta Telles e Ricardo Japiassu)



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Nome: Carlos Sinésio de Araújo Cavalcanti
E-mail: carlossinesio@gmail.com

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